
A bailarina triste rodopiava na caixinha de música... Sozinha, ela girava e girava com a face estática... Sorriso congelado e sem brilho no olhar! A menininha, incansável, dava corda e, mais ainda, girava a bailarina... Sem cor, sem ouvir a canção que tocava...
Quando a caixinha se fechava, tudo ainda girava e girava dentro da bailarina... Era tão escura a vida, era tão sem ritmo, tão sem sentido...
Por que dança essa bailarina triste!?
O que espera para brilhar?!
Por onde andam seus olhos, bailarina!?
Era tão graciosa a caixinha...
A menininha, outrora incansável, cresceu... E esqueceu...
A bailarina solitária já não via a cor escura do dia, já não ouvia o som que tocava...
"Ah que saudade de quando eu tinha a menininha"...
Pequena bailarina não se encantou com a beleza do mundo que tinha... Não olhou as supresas da vida... Girou, girou e não contemplou o doce amor... Que antes lhe era dado pela incansável, agora esquecida menininha! ---------------------------------------------------------------------------------------
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" - Saint Exupery
Eu digo mais... Não és responsável somente pelo bem que cativas... O mal também lhe é dado como carga... O mundo não gira em torno de nós... Nós abrimos os olhos e giramos em busca do melhor dele!